O orelha era apenas um cão feliz,
Sem lar, sem dono, porém amado,
Mas um dia surgiu em sua frente,
Alguns desumanos bem malvados.
Se acharam no direito de se divertir,
Com esse pobre cão tão carinhoso.
Mas de forma má, que os qualificam,
De serem chamados de asquerosos
Com certeza jovens sem limites,
Gente vazia de alma e razão,
Que se achou no direito cruel
De brincar com a dor desse cão.
Riram do medo em seus olhos,
Chamaram crueldade de ação,
Feriram um ser que só sabia amar,
E chamaram isso de diversão.
O Orelha não atacou, não reagiu,
Não conhecia ódio nem vingança,
Morreu calado, olhando o mundo,
Como quem ainda crê na esperança.
E ali não morreu só um cachorro,
Morreu um pouco da humanidade,
Pois quem fere quem não se defende
Há muito perdeu a sanidade.
Que essa dor vire consciência,
Que essa história não seja em vão:
Quem protege a vida é humano,
Quem a destrói, não tem coração.
Autor: Nil Gonçalves
Um Eterno Sonhador.
Foto do Google.
INTERAÇÃO DO MESTRE JACÓ
DESUMANIDADE
A morte do orelha repercutiu,
Toda ignorância e perversidade,
Que a falta de amor produziu,
Fruto da perda de humanidade..
Os filhos e Pais perdidos,
E costumes mal geridos,
Refletem nosso Brasil...
E da triste realidade,
A morte do orelha repercutiu,
Toda ignorância e perversidade..