A saudade é como vulcão em erupção,
Lava ardente que brota do interior,
Escorre pela montanha do semblante,
Rasgando a alma, incendiando a dor.
Por muitas vezes, ela até se aquieta,
Pensamos ter paz, voltamos a sonhar;
Quando menos se espera, ela desperta,
Com força intensa a nos paralisar.
A saudade é chama que não se apaga,
Nem sob a chuva fria da razão;
Esconde-se na alma silenciosa,
Lateja fundo, ferindo o coração.
É cicatriz que nunca se fecha,
Marca profunda da ausência cruel,
Voz do passado que ainda ecoa,
Querendo amar, mas temendo o céu.
Quem sabe um dia a lava cesse
E a saudade venha diminuir
E eu consiga ter paz outra vez
Em vez de chorar, eu possa sorrir.
Autor: Nill Gonçalves
Um Eterno Sonhador
Imagem gerada por IA.