Menina poetisa, em versos me atrevo,
Entro em teus medos, para te acalmar.
Vejo em teus olhos muralhas erguidas,
Escudos que escondem histórias vividas.
Se a vida for luta, não é só defesa,
O amor não floresce na incerteza.
Quem sempre recua jamais vai sentir,
O doce calor de um novo existir.
O vento soprou, arrancando a proteção,
Talvez tenha sido a sorte que passa.
Pois se a armadura caiu pelo chão,
É tempo de abrir, sem medo, o coração.
E quem sabe ele, perdido na dor,
Também se despisse de sua prisão.
E juntos erguessem, com alma e calor,
Uma ponte segura que leve à paixão.
Então, menina, não temas, avança,
Na dança da vida, não se pode parar.
Pois não há batalha que vença o temor,
Se o prêmio final for um grande amor.
Autor: Um Eterno Sonhador