Acordo, mas não desperto,
Sou apenas o eco do que foi ontem,
Uma sombra que vagueia ao vento,
Sem rumo, sem voz, sem nome.
A tristeza é minha morada,
Meu teto, meu chão, meu abrigo,
E, em silêncio, em mim se agarra,
Como um segredo guardado comigo.
O tempo me arrasta sem pressa,
Como um rio sem leito e sem fim,
E a vida, essa estranha promessa,
Se perde em si, e se esquece de mim.
Mas quem sabe, em algum amanhecer,
Ao calor de uma alvorada serena,
Eu reencontre o que se perdeu,
Ou, quem sabe, o que nunca foi meu.
Por vezes nós nos enganamos,
Achando que somos amados,
É quando acordamos do sonho,
Despertamos totalmente arrasados.
Autor: Um Eterno Sonhador.
#JNG.